Professores da Unimontes pedem a Mateus Simões incorporação das gratificações ao salário-base da categoria

Categoria se reuniu com o governador em Montes Claros e cobrou uma pauta histórica dos professores
A diretoria da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) está na expectativa de um aceno positivo do governador Mateus Simões a respeito da incorporação das gratificações ao salário-base dos professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg).
O encontro com Simões, que escreveu um novo capítulo à novela envolvendo as incorporações, ocorreu durante a estadia dele em Montes Claros, para onde foi transferida simbolicamente a capital de Minas Gerais, no final de junho. A diretoria da entidade entregou ao governador documento no qual apresenta a importância da incorporação das gratificações como forma de atenuar a estrutura precária dos salários dos professores da universidade.
De acordo com o presidente da Adunimontes, Wesley Helker Felício Silva, a reunião foi mais um passo para tentar resolver problemas relacionados à estrutura salarial da categoria. Contudo, frisa que as articulações nesse sentido continuam e uma das estratégias é pressionar os deputados estaduais, especialmente os representantes da região.
A reunião com Mateus Simões buscou dar desfecho favorável a um imbróglio que já dura 10 anos. O pedido para incorporar as gratificações, como “pó de giz” e a “GDPES”, é um dos principais pontos constantes do acordo judicial que pôs fim à greve da categoria em 2016 e que foi homologado na Justiça em 2018. Apesar disso, o governo do estado segue descumprindo o que foi acordado, o que tem provocado reações das representações de professores.
“A incorporação das gratificações ao vencimento básico dos professores evita que eles tenham que trabalhar doentes, em muitos casos com doenças graves, já que ao se afastarem para cuidarem da sua saúde perdem parte significativa do seu salário”, explica Wesley. Segundo ele, o mesmo acontece com profissionais que se afastam para cursos de qualificação.
“Na prática, os professores são punidos por adoecerem ou por se qualificarem para posteriormente contribuir com a própria instituição. Desde o último concurso, a Unimontes vem sistematicamente perdendo professores efetivos, em virtude da precariedade da estrutura do nosso salário. Por isso, precisamos mudar essa realidade e, para isso, precisamos do apoio de todos que defendem a Unimontes”, conclamou o dirigente sindical.