
Exposição coletiva itinerante,
com nomes da história e da cultura local, também chegará ao Centro
Cultural, em maio
Texto e fotos: Divulgação
Três escolas de Montes Claros
recebem a exposição coletiva itinerante “Filhos da Terra” com a proposta de
democratizar o acesso à arte e valorizar a identidade cultural do Norte de
Minas, além de levar história e pertencimento a estudantes de regiões socialmente
vulneráveis da cidade.
A exposição na Escola Estadual
Professora Dilma Quadros, será nesta sexta-feira, 24/04; no dia 27/04, será
a vez da mostra chega à Escola Estadual Salvador Filpi e no dia 30/04, a
exposição será montada na Escola Estadual Irmã Beata. Em seguida, a mostra irá
ocupar o hall de entrada do Centro Cultural Hermes de Paula, entre os dias 06 a
30 de maio.
A exposição reforça o
compromisso do projeto com a formação de público e o acesso à cultura,
promovendo o contato direto dos estudantes com produções artísticas que
dialogam com sua própria história e território.
Formada por 12 artistas
montes-clarenses, a exposição presta homenagem a importantes nomes da história
e da cultura local, sendo Cyro dos Anjos, Hermes de Paula, Darcy Ribeiro,
Mestre Zanza, Amelina Chaves, Marina Lorenzo Fernândez, Zezé Colares, Téo Azevedo,
Socorro Cacicona, Mestre Nenzinho, Yara Tupinambá e Padre Henrique Munáiz.
Os artistas selecionados para
a exposição foram: André Oliveira, André Ramos, Coite Junio, Daniela Rocha,
Douglas Lima, Jani Lopo, João Pedro Prates, Letícia Maria, Lisley Maelly,
Marcos Barros, Nicolas Dominik e Tati Meireles.
As obras exploram diferentes
linguagens das artes plásticas, como pintura, escultura e mosaico, compondo um
panorama sensível e plural das raízes culturais da cidade.
Com curadoria do artista
Marcelo Dettognti e produção André Freitas, o projeto foi contemplado pelo
Edital de Fomento à Execução de Ações Culturais (PNAB) 01/2024, na categoria
Produtos, subcategoria Exposições.
Marcelo Dettogni fala sobre o
que a “Exposição Filhos da Terra” representa: “Ela tem por prioridade dois objetivos:
a divulgação de novos talentos, na área das Artes Plásticas, da nossa região e
homenagear nomes notáveis da cultura de uma forma geral da cidade de Montes
Claros, filhos natos ou adotivos da nossa terra. Nesse contexto, a exposição
vem trazer para a população, principalmente os mais jovens, a importância da
memória e da apreciação da arte”, destacou Dettogni.
Um dos destaques da mostra é a
obra do artista Marcos Barros, que homenageia Mestre Zanza e as tradicionais
Festas de Agosto. “A obra, O Sol de Zanza, é inspirada nos desfiles das Festas
de Agosto, quando o Mestre Zanza comandava, sob o sol forte do Norte de Minas,
a mais tradicional das festas populares de Montes Claros. Ela celebra o dançar
e os festejos dos Catopês, Marujos e Caboclinhos e foi inspirada no sol, astro
maior do nosso sistema solar, e no mestre Zanza, astro rei da festa folclórica
que comandou por mais de 70 anos o 1º Terno de Catopês de Nossa Senhora do
Rosário. As linhas representam as fitas coloridas que dançam ao vento, os
pregos, a resistência e a fé. A obra nos leva a refletir sobre como a
identidade de um povo se mantém preservada pelas tradições e manifestações
populares”, destaca o artista.
Após o circuito nas escolas, a
exposição segue para o Centro Cultural Hermes de Paula, onde ficará aberta ao
público de 6 a 30 de maio, consolidando-se como um importante movimento de
valorização da arte local e da memória cultural de Montes Claros.

Confira a programação da
exposição itinerante:
Escola Estadual Professora
Dilma Quadros – 24 de abril, a partir das 15h
Escola Estadual Salvador Filpi
– 27 de abril, a partir das 7h30
Escola Estadual Irmã Beata –
30 de abril, a partir das 7h30
Centro Cultural Hermes de
Paula – 06 a 30 de maio
