
Há dois anos, a Instituição reforça o seu compromisso com assistência humanizada
Texto e fotos: Divulgação/HDG
O Hospital Dilson Godinho (HDG) celebrou, no mês de março, dois anos de implantação da equipe de Cuidados Paliativos na modalidade interconsulta, ou seja, como suporte às demais especialidades, contribuindo na construção de planos de cuidado individualizados e ofertando um serviço que se consolidou como referência em assistência humanizada e integral no Norte de Minas.
Pioneiro entre os hospitais de Montes Claros na adoção de uma equipe especializada de cuidados paliativos intra-hospitalar em regime de interconsulta, o HDG tem ampliado o cuidado aos pacientes internados, especialmente aqueles com doenças graves e que demandam atenção contínua e multidimensional.
A atuação é pautada no cuidado centrado no paciente e em sua família, com foco na qualidade de vida, no alívio do sofrimento e na tomada de decisões compartilhadas.
Desde a implantação do serviço, em março de 2023, já foram realizadas 1.085 solicitações e avaliações, número que evidencia a confiança e o reconhecimento da equipe multiprofissional da Instituição.
O público atendido inclui, principalmente, pacientes internados com doenças oncológicas, cardiovasculares e idosos frágeis. Além do manejo de sintomas complexos, como a dor, o serviço também auxilia na condução de notícias difíceis e no acolhimento de pacientes e familiares.
A médica paliativista Dra. Larissa Giovana Barbosa Souto, responsável pela implantação do serviço, destaca a importância do trabalho integrado. “Os cuidados paliativos só são possíveis a partir de uma atuação verdadeiramente multidisciplinar. Contamos com uma equipe comprometida, formada por médicos, enfermagem e psicologia, e também com a importante parceria da Liga Acadêmica de Cuidados Paliativos da Unimontes, que contribui na formação de futuros profissionais por meio de estágios supervisionados. Esse trabalho conjunto fortalece a assistência e amplia o olhar sobre o cuidado”, afirma a especialista.
Também fazem parte da equipe especializada de cuidados paliativos intra-hospitalar em regime de interconsulta, o médico paliativista João Victor Meneghin, a enfermeira Laurita Antonielle Alves e a psicóloga, Maria Jeane Camargo.

Convite desafiador
O serviço foi implantado a partir de convite do diretor-presidente do HDG, Helder Leone Alves de Carvalho, que reforça a relevância da iniciativa. “A criação da equipe de Cuidados Paliativos representou um avanço significativo na forma como cuidamos dos nossos pacientes. Mais do que tratar doenças, buscamos oferecer dignidade, conforto e acolhimento em todas as fases do cuidado. Celebrar esses dois anos é reconhecer um trabalho essencial, que impacta diretamente na qualidade da assistência prestada pelo hospital”, destaca Leone.
O diretor-presidente também fez questão de parabenizar a equipe pelo trabalho desenvolvido ao longo desse período. “Quero parabenizar todos os profissionais da equipe de Cuidados Paliativos pelo empenho, sensibilidade e dedicação no cuidado com nossos pacientes e seus acompanhantes. É um trabalho desafiador, que exige não apenas conhecimento técnico, mas, sobretudo, empatia e compromisso com o ser humano. Vocês fazem a diferença diariamente dentro da nossa instituição”, ressaltou o diretor-presidente.
Além da atuação assistencial, a equipe de Cuidados Paliativos do HDG também exerce papel estratégico na promoção de uma mudança cultural dentro da instituição, incentivando a educação continuada e a disseminação de práticas mais humanizadas no cuidado em saúde.
Com dois anos de trajetória, o serviço segue em expansão, enfrentando desafios e consolidando um modelo de cuidado cada vez mais sensível, ético e centrado nas necessidades dos pacientes e suas famílias.

Alívio do sofrimento
De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualizada em 2018, os cuidados paliativos consistem na assistência promovida por equipe multidisciplinar, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, identificação precoce e tratamento adequado de sintomas físicos, emocionais, sociais e espirituais.
Já a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) destaca que uma equipe especializada de cuidado paliativo requer profissionais atendendo de forma integral o paciente e seus familiares, atuando em toda a linha de cuidado e deve ser composta por médico, enfermeiro, psicólogo ou assistente social, com jornada de trabalho especificamente dedicada para este fim.

