
Instituição está executando o projeto de atualização da NR-01 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
Texto e fotos: Divulgação/HDG
Nos dias 09 e 10 de abril, o Hospital Dilson Godinho (HDG) realizou importantes palestras com o tema “Saúde Mental no Ambiente de Trabalho”, reunindo aproximadamente 100 colaboradores de diversos setores administrativos da Instituição, entre eles, auditoria, faturamento, contabilidade e licitação.
A iniciativa reforça o compromisso do HDG com o bem-estar integral de seus profissionais e com o fortalecimento de uma cultura organizacional pautada no cuidado, no respeito e na valorização das pessoas.
O encontro foi presidido pelo coordenador do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e do Comitê de Avaliação Psicossocial, Samuel de Carvalho, e ministrado pelo psicólogo Hugo Leonardo, que conduziu a palestra de forma dinâmica, acessível e altamente interativa.
Durante a palestra, foram abordados os principais fatores psicossociais que impactam o trabalhador, como estresse ocupacional, sobrecarga de demandas, conflitos interpessoais e pressão por resultados.
Com uma abordagem prática, o especialista trouxe exemplos do cotidiano, promoveu reflexões importantes e incentivou a participação dos colaboradores, tornando o momento não apenas informativo, mas também acolhedor e transformador.
O psicólogo destacou ainda estratégias eficazes para o gerenciamento das emoções, o desenvolvimento da inteligência emocional e a importância do autocuidado, além de apresentar ferramentas simples que podem ser aplicadas no dia a dia para melhorar o bem-estar e a qualidade de vida no trabalho.
“Promover saúde mental no ambiente corporativo vai além de uma ação pontual: trata-se de construir, de forma contínua, um ambiente seguro, acolhedor e produtivo, onde os colaboradores se sintam ouvidos, respeitados e motivados”, disse Samuel Barbosa.
Cenário Nacional
O tema ganha ainda mais relevância diante do cenário nacional. Dados recentes apontam que os transtornos mentais já estão entre as principais causas de afastamentos previdenciários no Brasil.
Segundo o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), quadros como ansiedade, depressão e síndrome de burnout têm crescido significativamente nos últimos anos, refletindo diretamente na produtividade e na qualidade de vida dos trabalhadores. Esse contexto evidencia a urgência de ações educativas, preventivas e estruturadas dentro das instituições.
Para o Diretor-presidente do Hospital Dilson Godinho Helder Leone, investir em saúde mental é investir no futuro da organização. “Cuidar das pessoas é uma prioridade. Sabemos que profissionais emocionalmente saudáveis desempenham melhor suas funções e contribuem para um ambiente mais harmonioso e produtivo”, destacou.
O coordenador do SESMT Samuel de Carvalho, também ressaltou a relevância do tema: “Falar sobre saúde mental no ambiente de trabalho é, antes de tudo, reconhecer que o ser humano não se dissocia de suas emoções ao exercer suas atividades. Precisamos criar espaços seguros de escuta e promover uma cultura organizacional que valorize o equilíbrio psicológico”, ponderou.
A colaborada Kely Alves, da Ouvidoria, achou bastante oportuno o assunto: “A palestra sobre Saúde Mental no Ambiente de Trabalho nos proporcionou conhecimento e segurança, de uma forma leve, prática e divertida, sobre esse tema que é tão importante, complexo e delicado ao mesmo tempo. Uma vez que lidar com saúde mental remete também a uma questão estratégica, visto que, em ambientes saudáveis, há melhor produtividade e pessoas mais realizadas. Como o trabalho ocupa grande parte do nosso dia, ter saúde mental reflete positivamente também fora da empresa, em nossas relações pessoais”, destacou a ouvidora.

NR-01
O HDG encontra-se, executando o projeto de atualização da NR-01 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), reforçando seu compromisso com as diretrizes mais atuais de saúde e segurança do trabalho.
Como parte desse processo, já foi aplicado um questionário Institucional e, neste momento, a organização avança para a etapa de escuta qualitativa, fundamental para o diagnóstico dos fatores psicossociais.
Essa iniciativa demonstra uma atuação preventiva, estratégica e alinhada às melhores práticas, buscando compreender as necessidades reais dos colaboradores e implementar melhorias contínuas no ambiente de trabalho.
Ao final do encontro, Samuel reforçou de forma técnica e assertiva a necessidade de continuidade dessas ações: “A gestão dos riscos psicossociais deve ser tratada com o mesmo rigor das demais práticas de segurança do trabalho. Isso implica identificar fatores de risco, implementar medidas preventivas e promover o acompanhamento contínuo dos colaboradores. Somente assim conseguiremos consolidar ambientes organizacionais mais saudáveis, sustentáveis e alinhados às diretrizes atuais de saúde ocupacional”, concluiu.

