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Paralisação dos professores da Unimontes

Paralisação dos professores da Unimontes

Categoria protesta contra descaso do governo de Minas e descumprimento do acordo de greve

Professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) paralisaram as aulas quinta-feira (26), em protesto contra o descumprimento do acordo que pôs fim à greve de 2016, homologado na Justiça, e em defesa de um reajuste salarial que cubra as perdas salarias dos anos de 2024 e 2025.

Houve manifestações no campus da Unimontes e na Assembleia Legislativa, para onde seguiu uma delegação de professores a fim de acompanhar reunião extraordinária que discutiu a revisão dos vencimentos dos servidores do Estado.

Eles reclamam que há 10 anos a Unimontes não paga novas Dedicações Exclusivas (DE), sendo que o número de professores com esse regime de trabalho vem diminuindo a cada ano na Instituição. Hoje, apenas cerca de 16% dos professores possuem DE`s, enquanto nas universidades federais de Minas Gerais esse percentual chega a 85%.

O não cumprimento do acordo de greve agrava as condições salariais da categoria, já que os salários estão defasados em mais de 85%. Isso faz com que professores tenham que trabalhar mesmo em tratamento de doenças graves, pois ao se afastarem podem perder até 60% da sua remuneração.

Outra distorção apontada pela Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) diz respeito à remuneração de doutores, considerada muito abaixo de sua titulação.

Como o acordo nunca foi cumprido, os professores realizaram vários atos nos últimos anos. Em 2018, decidiram manter protestos após cortes de salários e, em 2021, houve uma audiência pública na Assembleia Legislativa (ALMG) para tentar por fim ao impasse. Valorizar os professores é fortalecer a Unimontes e a educação pública do Norte de Minas. Que os deputados e o governo realmente se empenhem em buscar alternativas para o cumprimento do acordo de greve e pelo pagamento imediato das Dedicações Exclusivas”, defende o presidente da Adunimontes, Wesley Helker.